O UGC, ou Conteúdo Gerado pelo Usuário, é qualquer tipo de conteúdo que é criado espontaneamente por seus clientes e compartilhado online, mencionando sua marca, produto ou serviço.
Evidentemente, isso vai bem além de simples curtidas e comentários.
Ele é formado por fotos, vídeos, resenhas, tweets, memes, TikToks e muito mais, tudo criado por seus clientes e fãs.
É aquela foto de um cliente usando seu produto no Instagram.
Aquele vídeo no YouTube com um tutorial sobre como usar seu serviço.
Uma avaliação de um cliente em seu site.
Ou um tweet engraçado sobre sua marca!
Agora, que fique claro: ele deve ser genuíno e não parecer artificial ou forçado. Afinal, não faz parte da sua empresa e sim de quem é fiel a ela!
Então, resumindo a ópera, é uma voz autêntica e confiável da sua comunidade, amplificando sua mensagem e construindo uma conexão com o que sua marca representa.
Sem falar que conteúdo UGC é uma das tendências de marketing digital para 2026!

UGC é um atalho de confiança que encurta o caminho entre atenção → credibilidade → decisão.
E isso importa porque, mesmo com budget alto, a barreira real raramente é alcançada!
Os números deixam isso bem claro: em estudos da Nielsen, recomendações de pessoas conhecidas aparecem como a fonte mais confiável (chegando a 92% em um levantamento global), e “boca a boca” continua no topo como o formato mais confiável (com 84% em outra edição).
É exatamente nesse contexto que UGC vira uma alavanca estratégica. Então vamos conhecer os principais benefícios do UGC!
O primeiro benefício do UGC é simples: ele parece verdade. O motivo é simples: na maioria dos casos, é verdade mesmo.
Em vez de uma marca se autoafirmando, você tem um cliente mostrando, falando, comparando, validando. Isso reduz a distância emocional entre promessa e prova.
E a demanda por autenticidade só cresce. No estudo “Bridge the Gap” (Stackla), 90% dos consumidores dizem que a autenticidade é importante ao decidir quais marcas gostam e apoiam (subindo em relação a 86% em 2017).
Na prática, isso explica por que UGC performa tão bem: ele vira prova social “com cara de vida real”, e vida real costuma vencer criativo perfeito.
Agora junte isso com confiança em recomendações: quando a Nielsen mostra 92% confiando em recomendações de amigos e família acima de outras formas de publicidade, ela está descrevendo o cenário onde UGC vira combustível de performance.
A conversão melhora porque o UGC remove fricção: dúvida, insegurança, “será que funciona pra mim?”, “e se eu comprar e me arrepender?”.
Ele dá contexto, expectativa realista e validação social — tudo o que o time comercial sempre tentou fazer, só que no autosserviço.
Por isso, esse dado é tão útil no texto: segundo Stackla (citado por compiladores de referência como HubSpot), 79% das pessoas afirmam que UGC impacta muito suas decisões de compra.
Em empresas maiores, eu gosto de traduzir isso em aplicação concreta: UGC bem posicionado em páginas de produto, pricing, retargeting e fluxos de e-mail costumam elevar conversão não só no “primeiro clique”, mas principalmente no momento da decisão.
Aqui tem uma nuance importante para operações estruturadas: UGC não é para “substituir” seu estúdio, sua agência ou sua campanha macro.
Quanto mais você anuncia, mais você sofre com fadiga criativa. E aí o custo não é só “produção”; é o custo de ficar sem variação, perder CTR, piorar CPA e ter que correr atrás do prejuízo.
Ainda que dependa dos consumidores, UGC resolve isso porque cria um fluxo contínuo de ativos com linguagens diferentes (ângulos, contextos, dores, segmentos), sem exigir que toda peça nasça do zero dentro do time.

UGC não é só sobre convencer o próximo cliente. É sobre transformar o cliente atual em parte da narrativa da marca.
Quando você destaca pessoas reais, você cria um loop: o público se sente visto, participa mais, compartilha mais!
E tem um ponto de negócio aqui: comunidade reduz dependência de mídia. Se as pessoas confiam mais em recomendações de pessoas conhecidas e no “boca a boca” (como mostram os levantamentos da Nielsen), faz sentido que marcas que estimulam histórias reais tenham mais consistência de demanda no médio prazo.
Para empresas maiores, UGC vira um tipo de ativo que aumenta orgulho de pertencimento (“eu uso”, “eu recomendo”, “eu faço parte”), e isso sustenta engajamento mesmo quando o algoritmo muda.
SEO, no fim, é sobre responder melhor e provar relevância.
UGC ajuda porque adiciona linguagem do usuário, dúvidas reais, comparações, casos de uso e detalhes que times internos nem sempre antecipam.
E quando esse conteúdo UGC entra em páginas estratégicas (produto, categoria, suporte, reviews, FAQ), você ganha escala semântica e atualizações frequentes. O que são dois ingredientes valiosos para performance orgânica, né?
Além disso, há um efeito indireto forte: UGC aumenta engajamento e intenção na página.
E, de novo, quando consumidores dizem que UGC é 9,8 vezes mais impactante do que conteúdo de influenciadores para tomada de decisão, isso reforça que ele tende a melhorar a qualidade da experiência — e a experiência costuma andar junto com resultados.

É algo muito comum no TikTok ou nos reels do Instagram, por exemplo.
Mas as empresas também podem lançar hashtags nas redes sociais para incentivar os usuários a compartilhar conteúdo UGC relacionado à marca.
Inclusive, é muito comum que as empresas usem o UGC em campanhas promocionais, incentivando os usuários a compartilhar conteúdo para ter a chance de ganhar prêmios.
Avaliação boa é ouro!
Os comentários dos usuários sobre um produto ou serviço podem ser uma fonte valiosa de feedback e, ao mesmo tempo, elevar a reputação da marca.
Mas como fazer com que as pessoas queiram criar esse tipo de conteúdo para você?
Simples: tenha um produto, serviço ou experiência fora de série.
É isso que vai fazer com que ele sinta que vale a pena falar sobre você!
A melhor forma de mostrar como o UGC pode ser usado é observando a forma como as empresas usam na prática!
Então, nada melhor que o mundo real.
Adobe, Principia e ASOS são bons cases que eu quero trazer aqui.
Vamos lá!

A Adobe incentiva a criatividade a partir de campanhas como #MadewithCC, onde artistas e designers de todo o mundo compartilham seus trabalhos realizados com seus programas.
A tradução da hashtag é “feito com CC”, no caso, Creative Cloud.
Essa iniciativa gera um fluxo constante de conteúdo UGC autêntico e de alta qualidade que promove a marca de forma poderosa.
É algo simples, mas que mostra todo o potencial dos produtos da Adobe, percebe?
Você publica algo que você fez graças ao Photoshop, Illustrator ou o que quer que seja!
Bom, quem já me acompanha aqui, sabe que esse nome quase sempre aparece quando o assunto é exemplo ou case de sucesso.
Mas não é à toa: a Starbucks sabe como fazer.
Um dos exemplos mais famoso foi a hashtag #WhiteCupContest, em 2014, que era basicamente fazer um desenho no copo do seu café.
Os clientes poderiam ganhar um vale-presente de US$ 300 e ter seus designs impressos em um copo reutilizável!
Na época, foi um grande sucesso e ainda teve uma consequência muito positiva para a marca, que foi o interesse nos copos reutilizáveis da empresa.
Apesar de não ser muito conhecido no Brasil, esse case também é um dos mais famosos quando o assunto é conteúdo criado pelo usuário.
A ASOS lançou a campanha #AsSeenOnMe, em 2014, como parte de uma seção em seu site e até hoje ela existe.
São links de imagens de clientes da ASOS vestindo roupas compradas da marca que direcionam, logicamente, para os produtos.
E os clientes podem tanto fazer upload de fotos diretamente para ASOS ou publicar a hashtag no Instagram (o que costuma ser mais comum!)

E se a ideia era ser uma trend, essa troca virou algo totalmente parte da identidade da marca.
Para os criadores de conteúdo UGC nesse formato, também foi algo interessante, pois poderiam impulsionar sua própria moeda de mídia social e serem potencialmente apresentados na página de pesquisa da hashtag ou no feed da empresa!
É algo que pode ser bom para a empresa e, em casos de digitais creators, bom para o UGC creator também.
Conteúdo UGC é um investimento indireto
O UGC não é um simples termo de marketing, mas uma estratégia que pode impulsionar sua marca.
Tudo vai depender da qualidade da sua marca porque, veja bem, é só ela que pode motivar alguém a vir falar de você no ambiente digital.
Não importa se é um tweet, um vídeo ou uma avaliação no Google!
Ele funciona quase como um ímã de atenção: as pessoas se sentem atraídas por conteúdo UGC e criado por seus pares, o que aumenta o engajamento com sua empresa.
Ainda por cima, é uma boa forma de dar um rosto e uma voz para sua marca, pois as pessoas conseguem descobrir essas pessoas reais que consomem o que você tem para oferecer.
É conteúdo criado por clientes/usuários (reviews, fotos, vídeos, depoimentos) que a marca pode usar como prova social.
É o processo para gerar UGC com consistência: captar → curar → obter permissão de uso → distribuir (ads, site, e-mail) → medir.
Comece com um objetivo (ex.: conversão), peça UGC com briefing simples, garanta direitos de uso e publique primeiro onde dá ROI rápido (anúncios e páginas de produto).
Via Neil Patel